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Artes & Literatura - Sebastião Côrrea

Foi uma vida breve, mas intensa. Então, de repente, sobreveio a morte e um longo esquecimento.

Sebastião de Macedo Corrêa nasceu em São Luís em 1911 e, mesmo tendo obtido um grande reconhecimento por sua sensibilidade poética, não deixou publicado um livro sequer – todos os seus poemas ficaram registrados apenas em jornais e revistas.

Era um homem simples e possuía muitos amigos que o admiravam sinceramente. Autodidata, não teve estudos regulares, não freqüentou o famoso Liceu Maranhense, mas desde cedo se tornou um leitor voraz: admirador confesso de Byron e Verlaine, tratou de aprender inglês e francês – sabe lá Deus como – apenas para ler esse dois poetas no original.

Pobre, sobrevivia às duras penas – primeiro, foi empregado do comércio da Praia Grande, depois exerceu a função de telegrafista da Estrada de Ferro e, finalmente, dos Correios e Telégrafos.

À época, São Luís começava um longo ciclo de declínio econômico e sua antiga face senhorial ia ao poucos perdendo o brilho. Ainda assim, era a Atenas Brasileira – como se numa reação orgânica à decadência que aos poucos se apossava de tudo, o meio cultural fervilhava, sendo bastante freqüentes os embates, pelos jornais e revistas, entre as várias agremiações de artistas e intelectuais existentes na cidade.

Embora participasse do Cenáculo Graça Aranha e do movimento Renovação, Sebastião Corrêa apreciava mais a boemia do que qualquer espécie de rixa literária. Bebia muito; à noite, lançava mão de seu violino - que tocava com reconhecido talento – e, ébrio, desfilava pelas ruas da cidade. Gostava da vida e a celebrava ferozmente.

Talvez por isso mesmo sua poesia tenha um poderoso senso evocativo, cheia de luzes e sombras, suavemente triste e reflexiva, quase espiritual. Estava indelevelmente ligado ao simbolismo e seu mestre no árduo caminho das musas era Maranhão Sobrinho.

Sebastião Corrêa viveu rápido e a vida que levou fazia um contraste perfeito com a densa melancolia de seus poemas, assim como a matéria rivaliza com o espírito, apesar de envolvê-lo. De temperamento alegre, morreu no sábado gordo de Carnaval, em 1938. Paralisado numa cama, sem fala, não fez suas despedidas, nem pôde acompanhar, como sempre fazia, o esfuziante desfile do Rei Momo e sua Corte, para só regressar, exausto, nas últimas horas da quarta-feira de cinzas.

Lamentado por seus contemporâneos, muitos foram os poemas escritos em sua homenagem. Então, aos poucos, foi esquecido – até que, em 1990, por iniciativa do ensaísta e poeta Rossini Corrêa, seus poemas foram resgatados e reunidos no volume Reminiscência.


Veja também

[O soneto Homem]

[Reminiscência]

Matéria Relacionada



[O Simbolismo]

[Maranhão Sobrinho]






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