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MATÉRIAS ESPECIAIS | O auto do bumba-meu-boi

Originário das tradições herdadas da época do ciclo econômico do gado, o Auto do bumba-meu-boi conta a história de Pai Francisco e de sua esposa Catirina, negros escravos que vivem na fazenda de um grande senhor.

Quando começa a história, Catirina está grávida e, como toda grávida que se preze, tem desejos. Coisa normal, normalíssima até, não fosse apenas por um pequeno detalhe: ela tem desejo de comer a língua de um boi – e não de um boi qualquer, note-se, mas a língua do boi preferido do patrão.

Não é difícil imaginar, então, o aperreio de Pai Francisco – com a mulher pressionando dia e noite, se lamentando a todo instante, querendo por que querendo comer uma língua, até a possibilidade de cometer o crime de machucar o boi preferido do amo passa a ser considerada seriamente pelo pobre homem.

Finalmente as constantes recriminações surtem o efeito desejado: mesmo morrendo de medo, Pai Francisco decide que vai abater o boi e tirar-lhe a língua para satisfazer o desejo de Catirina.

Na calada da noite, pé ante pé, apavorado, mas ainda assim decido a não recuar do seu intento – infame, é certo, só que por uma boa causa -, Pai Francisco audaciosamente rouba o boi preferido do amo e o arrasta para um lugar ermo.

Prestes a concluir a matança e tirar a tão desejada língua do boi, Pai Francisco sofre um rude golpe: percebe que o lugar que julgava ermo não é tão ermo assim – descoberto, é denunciado e sua vida fica por um fio, pois ao saber do acontecido o patrão manda o capataz da fazenda apurar o caso. E com rigor.

Pai Francisco é preso, mas tenta de todas as maneiras negar o mal-feito ao boi do patrão - o fato, porém, é que o boi sumiu e suas negativas não convencem o capataz. Ele é intimado a dar conta do boi, sob pena de ser morto.

Para sorte de Pai Francisco, ele é figura muito querida, e por isso todos da fazenda se mobilizam para ajudá-lo a salvar o boi, que nesse meio tempo agoniza lentamente. São chamados de longe os pajés e os doutores, e depois de muito drama e incerteza, o boi é finalmente ressuscitado. A alegria é geral, contagiante: o boi está salvo e Pai Francisco também.

Em homenagem a esse feito, os cantadores tiram as mais belas toadas, os índios, caboclos, vaqueiros, Pai Francisco, Catirina, o próprio amo e o capataz, os animais, pajés, doutores, todos enfim, cantam e dançam felizes: até o boi redivivo dança também, fazendo as mais incríveis evoluções.

E a história termina nessa apoteose.

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