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A Carta de Pedro II a Gomes Freire de Andrade


Gomes Freire de Andrade Amigo. Eu el-rei vos envio muito saudar. Viu-se a vossa carta de 23 de agosto deste ano, em que me dais conta do procedimento, que tivestes com o governador de Caiena, e do que ele vos respondeu sobre a entrada, e comércio, que os vassalos de el-rei cristianíssimo procuram ter nas terras desse Estado, que ficam para a parte do norte: e mandando considerar este negócio com a atenção, que pede a qualidade dele, me pareceu dizer-vos, que o expediente, que tomaste em mandar os franceses prisioneiros ao seu governador, foi muito acertado, como o tem sido todos os do vosso governo; e porque os meios mais eficazes de se atalhar o intento dos franceses, são os que contém a vossa carta, procurareis de os deixar dispostos de maneira, que Artur de Sá de Meneses, que vos vai suceder, os posa conseguir, e executar tão prontamente, como lhe mando encarregar por outra carta. Para as fortalezas, que é um dos meios que apontais, vos tinha já mandado passar as ordens necessárias, com o primeiro aviso que desta matéria me fizeste, dizendo-vos os efeitos de que vos haveis de valer: e porque tinha só aprovado uma das ditas fortalezas, e no meio tempo destes avisos podeis ter mudado de parecer, sobre o sítio em que se deve fabricar, podereis escolher de novo, o que a experiência vos tiver mostrado ser mais conveniente, sem embargo do que dispõem as ditas ordens; como também podereis mandar fazer não só uma, mas todas as que julgardes necessárias, tanto para dominar o gentio da parte do norte, o qual procurareis persuadir com as dádivas, que os costumam obrigar, como para impedir quaisquer nações, que entrem nas terras desta coroa, sem as condições necessárias com o que o devem fazer. E entendo eu, que neste princípio de se fabricarem as fortalezas pode ser necessária no sertão a assistência de alguma pessoa, que tenha autoridade para tudo o que importar à obra delas, e me tendes informado do zelo, e cuidado com que me serve Antônio de Albuquerque Coelho, capitão-mor do Pará: Hei por bem de lhe encarregar, que logo que tiver ordem vossa, vá com o engenheiro desse estado, e alguns práticos daquele sertão, sinalar, e dispor as ditas fortalezas, e vos valereis ao mesmo tempo dos missionários capuchos de Santo Antônio, que têm as missões do Cabo do Norte, e dos padres da Companhia de Jesus, que foram mais a propósito a este fim avisando-os da minha parte do que devem fazer, para se conservar sem desconfiança a sujeição dos índios das aldeias, e se tratar, e ajustar com segurança a paz, a amizade do gentio, que não estiver domesticado. O comissário dos padres capuchos, que se embarca neste navio, é sujeito de quem o seu provincial confia muito; ele vai disposto a seguir tudo, o que lhe advertireis ser necessário, e conveniente a bem das Missões, e meu serviço; e aos padres da Companhia de Jesus tenho ordenado, que façam uma nova missão para o Cabo do Norte, e os achareis com a disposição, que costuma sempre adiantar o seu zelo nas matérias do serviço de deus Nosso Senhor, e meu. E para que uns, e outros a façam sem competências de jurisdições, procurareis dividir as suas residências, e missões, com a distinção que seja útil, para não terem dúvida no que pertence a uns, e outros para a conservação do gentio, e bem do Estado; e com o cuidado destes missionários, podereis conseguir, que os missionários franceses não adquiram a prática dos aruãs; e que os índios não busquem a comunicação alheia, esquecidos da própria, e natural do meu domínio. O resgate dos índios, que é o segundo meio, que contém a vossa carta, tenho mandado considerar novamente, à vista das razões que acresceram pela vossa informação: e quando vos não vá resolução nesta matéria, irá ao vosso sucessor, em qualquer embarcação, que depois desta partir. Fareis repor todos os índios nas aldeias, e roças donde foram tirados, por causa do levantamento da cidade de S. Luís, e me dareis conta de que assim o tendes executado, e do que vos parecer nesta matéria, para eu determinar o que mais conveniente for ao meu serviço. No tempo que vos detiverdes nesse Estado, que será todo aquele, que vos for possível, conservareis o governo dele; e de todas as vossas notícias, e experiências, que tentes adquirido, deixareis uma relação distinta ao governador, que vos há de suceder Artur de Sá de Mendes, ao qual comunicareis logo e dareis também depois esta minha carta e todas mais que vos forem nesta ocasião; e a ele ordeno que siga as disposições, que tiveres ordenado, sem as alterar em cousa alguma até ordem minha em contrário. Escrita em Lisboa a 21 de dezembro de 1686.

REI

Quadro: Pedro II de Portugal
 
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