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MATÉRIAS ESPECIAIS | Três testemunhos

De passagem por São Luís em 1819, durante a expedição de estudos cujo objetivo era catalogar a fauna e a flora do Brasil, os cientistas alemães Johann Baptiste von Spix (1781-1826) e Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) foram categóricos ao afirmar que a cidade merecia “à vista de sua população e riqueza, o quarto lugar entre as cidades brasileiras.”

E acrescentaram mais:

“As mulheres do Maranhão, além da louvável modéstia e virtudes domésticas, também possuem um espírito ilustrado por muitos conhecimentos, e mostram-se, daí em relação aos homens, numa independência cheia de dignidade, que mais e mais lhes dá o direito, assim como às suas irmãs européias, de fazer sentir sua influência na sociedade.”

Estava então em pleno florescimento a São Luís que era, à época, mais européia do que brasileira e que, por isso mesmo, se encontrava espiritual e culturalmente mais próxima de Lisboa do que de Salvador ou do Rio de Janeiro.

Mas Spix e Martius não foram os únicos que se impressionaram com São Luís.

Em 1832, por exemplo, o naturalista francês Alcide d’Orbigny anotou: “Não só a riqueza da região, o desejo de imitar os costumes europeus – cujo gosto foi ministrado por inúmeras casas comerciais francesas e inglesas – mas também e, principalmente, a liberdade, a boa educação, a polidez e doçura dos maranhenses, contribuíram para tornar aquela cidade um dos lugares do Brasil onde é mais agradável a permanência.”

Mais tarde, escreveram ainda que:

"A cidade e o porto são lindos.

(...)

Passamos ontem a tarde na cidade com a família Braga. O tempo estava encantador: uma fresca brisa passava docemente pela varanda em que jantamos. Fora convidada muita gente em nossa honra, e tivemos ocasião de verificar novamente quanto este povo hospitaleiro sabe fazer para que o estrangeiro que ele acolhe possa julgar-se em casa.
"

Datado de 1865, esse depoimento sobre São Luís – e, também, sobre seu povo - foi deixado por Elizabeth Cary Agassiz, esposa do zoólogo e naturalista suíço Jean Louis Rodolphe Agassiz, quando de sua passagem pela cidade.

Patrocinado pelo milionário norte-americano Nathaniel Thayer, Louis Agassiz chefiava uma expedição científica de cerca de quinze pessoas, que percorreu o Brasil de 1865 a 1866 coletando dados sobre o imenso e diversificado patrimônio natural do país.

Observadores argutos, os Agassiz registraram num diário de viagem um amplo e diversificado conjunto de informações sobre a sociedade e a cultura brasileiras de então, legando para a posteridade um vívido painel sobre o Império do Brasil em seu apogeu.

Quando partiu de São Luís, o casal Agassiz com certeza concordaria com Rocha Pombo, renomado historiador paranaense que em 1917 resumiu o estar na cidade em termos singelos, mas definitivos:

“E no entanto São Luís agrada. É uma cidade muito simpática e deleitável.”

 

Veja também

[Sobre Spix]
[Sobre Agassiz]
[Sobre Von Martius]



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