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Artes & Literatura - O Romantismo

 

Existe um signo que marca a vida, a obra e a atitude romântica: a força do sentimento através do qual o homem da época expressa seu individualismo, a exaltação de seu "eu". Os românticos enfrentam o mundo e muitas vezes, em suas obras e na realidade, fogem dele. Alguns, entretanto, querem reformar a sociedade, e seguem lutando por isso; outros apóiam-se nos valores nacionais e populares. Também em atitude de desafio. Porque individualismo não é egoísmo. O romântico ocupa-se do "eu e seu contorno". Sente-se centro do mundo e, ao mesmo tempo, "uma de suas criaturas", interessando-se pelo que o homem tem de singular, pelas complexidades distintas e originais de cada alma humana.

Nascido na burguesia, o sentimento romântico foi, a princípio, otimista, humanitário, fraternal, embora sempre tingido por matizes melancólicos. Acreditava-se na bondade inata do homem, idealizava-se o amor, amava-se a natureza, aspirava-se à liberdade e à igualdade para todos.

Nos conflitos políticos, o sentimento torna-se revolucionário, violento; expressa-se em tom de ira. Mas a nova sociedade que se constituiu a partir de 1789 não cumpre com seus ideias prometidos. A liberdade parece um sonho inalcançável. A miséria oprime ainda mais o povo. O amor e glória não são mais que ilusões. Surge então o inconformismo, a insatisfação, que enche de amargura os jovens das novas gerações. Desilusão, ânsias de fuga, rebeldia, agressividade e uma tristeza incontida nascem de um mesmo estado de espírito: a sensação de fracasso.

Alguns idealistas reagem buscando novos caminhos de luta; outros tratam de enganar-se e seguem vivendo num róseo mundo de festas, de passeios em maravilhosos bosques, de danças vertiginosas ao ritmo da valsa; muitos outros entregam-se ao desespero e ao pessimismo.

Escritores e artistas expressaram em suas criações este complicado mundo íntimo do homem da época romântica. O subjetivismo é, também, outro de seus signos caracterizadores.

A exaltação do seu "eu" leva o artista romântico a repudiar o presente em que vive e com o qual constantemente se choca; por isso, foge dele, submergindo-se no passado, na história pátria (direção histórica); na infância, na natureza (direção idílica); nas lendas, nos países longíncuos e estranhos (direção exótica); nos sonhos e até na loucura (direção fantástica). Também se projeta em outros sentimentos: critica duramente a sociedade, para reformá-la (direção social) ou constrói um mundo futuro onde o progresso, a ciência e a justiça façam um homem mais feliz (direção utópica).

Se na Europa, como um todo acabado, o movimento romântico é um reflexo da Revolução Industrial (1760, na Inglaterra) e da Revolução Francesa (1789), no Brasil esta época vai estar fundamentalmente relacionada à vinda da Família Real Portuguesa (1808), à chegada da Missão Artística Francesa (1816) e ao alcance da autonomia política brasileira em 1822.

(Antologia da Literatura Brasileira, Volume I, A. Medina Rodrigues, Dácio A. de Castro e Ivan P. Teixeira. Marco Editorial, 1979, pags. 69 e 72). Reprodução: Quadro do pintor romântico John Constable, Salisbury Cathedral from Meadows, 1831.



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