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A COMPANHIA GERAL DE COMÉRCIO


A Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão originou-se de uma proposta feita pela Câmara da Cidade de São Luís, em 1752, para a criação de uma sociedade autorizada a explorar o comércio de importação de escravos negros. O Governador-Geral do Maranhão e Grão-Pará à época, Mendonça Furtado, acolheu-a bem e, após ter conseguido o imprescindível apoio dos mais influentes cidadãos de Belém, retransmitiu-a com sua aprovação ao Marquês de Pombal, seu irmão e poderoso ministro de El-Rei D. José.

Na Corte, a idéia nascida em São Luís foi consideravelmente aprimorada, encaixando-se perfeitamente no processo de crescimento da economia portuguesa - que vinha a reboque da imensa reestruturação administrativa promovida no Reino. Talvez com algum interesse particular em jogo, Pombal conseguiu atrair para o negócio grandes comerciantes de Lisboa e do Porto e, em 07 de agosto de 1755, fundou a Companhia com um capital de 1.200.000 cruzados.

Os objetivos da Companhia eram bastante agressivos: vender em grande escala escravos negros nas capitanias para suprir a escassez da mão-de-obra indígena e, com isso, desenvolver a agricultura e fomentar o comércio. Para tanto, muitos foram os privilégios a ela concedidos, tais como o de dispor de navios da Armada Real para a escolta de seus navios de transporte, o reconhecimento de que seus empregados estavam oficialmente a serviço de El-Rei, prioridade nas alfândegas, foro especial para suas causas, entre outras de mesma ordem, mais tarde consideravelmente ampliadas.

Não demorou muito para que a concessão de tantas facilidades oficiais fosse severamente reprovada, sobretudo pelos jesuítas, que se viram prejudicados em seus muitos negócios seculares. Em Lisboa, o padre Manuel Ballestre não hesitou em subir ao púlpito para dizer que "quem entrar nesta Companhia não entrará na de Cristo, nosso Redentor." Foi sumariamente desterrado da Corte.

Em São Luís, nesse meio tempo, o advogado João Tomaz de Negreiros, incitado pelo vice-provincial dos jesuítas e procurador das missões no Maranhão, padre Bento da Fonseca, peticionou à Coroa expondo o descontentamento dos comerciantes locais, que se julgavam prejudicados pela concorrência desleal. O Marquês de Pombal considerou a petição ofensiva e o desagrado de sua pesada mão logo se fez sentir: tanto o advogado quanto o padre, e mais alguns dos comerciantes signatários da petição, foram presos. Ao Governador e Capitão-General do Maranhão foi repassada a ordem de não admitir qualquer ataque contra a Companhia, sobretudo se oriundo de interesses particulares eventualmente prejudicados. Todos os envolvidos deveriam ser severamente punidos e alvos de rigorosa devassa. Valia o mesmo para os padres que se aproveitassem da imunidade do púlpito para instigar o descontentamento da população.

Mesmo com todas as ressalvas passíveis de serem feitas, o fato é que a atuação da Companhia trouxe grandes benefícios para São Luís. O comércio com a metrópole, antes incipiente, floresceu. Entre 1760 e 1771, 71 navios zarparam do porto da cidade para Portugal, levando cargas de algodão, arroz, gengibre, cacau, tapioca, madeiras finas etc. Antes, o comércio da colônia com a metrópole resumia-se a apenas um navio por ano.

A Companhia Geral do Comércio foi extinta em 25 de fevereiro de 1778 por iniciativa de D. Maria I. Sua liquidação, no entanto, arrastou-se penosamente ao longo dos anos, sendo concluída apenas em 1914.

Imagem: reprodução de uma nau portuguesa do século XVIII
 
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