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A CIDADE    |   Raio X

É preciso esclarecer logo alguns pontos importantes.

Só que nada de cerimônias - vamos fazer como hoje em dia ainda fazem os maranhenses da velha cepa ao receberem pela primeira vez um recém-conhecido: antes de tudo, servir aquele delicioso cafezinho no corredor mesmo e a seguir mostrar-lhe todos os cômodos da casa, da sala ao quintal, sem reservas e sem medo de ser feliz.

Dito isto, iniciemos, muito apropriadamente, pela forma de se denominar os locais. Sim, você pode utilizar a regra geral de formação dos gentílicos e sapecar-lhes um ‘são-luisenses’ da vida; contudo veja bem, colega: acontece que esse adjetivo tão burocrático, tão dissonante e sem graça, realmente ordinário, quase sempre desencadeia uma forte reação alérgica nos súditos da velha Atenas Brasileira – que, fiéis às elevadas tradições culturais da terra, preferem o título de ludovicenses.

Ludovicense?

Sim, você leu direito: ludovicenses. O velho Houaiss ensina que este incomum gentílico tem origem germânica em Hlodoviko, cujo significado remonta a algo mais ou menos parecido com ilustre, afamado, mas também batalha ou santuário. O belo e sonoro Hlodoviko, por seu turno, originou o francês Louis, e Saint Louis é o primeiro nome dado à colônia fundada em 08 de setembro de 1612 por Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardière - nobre e garboso cavalheiro que sonhou transformar as terras do Maranhão na França Equinocial.

São Luís foi erguida na Ilha Grande, ou Upaon-açu para os índios marañaguaras da grande nação tupinambá, seus primitivos habitantes. Com uma área total de oitocentos e vinte e dois ponto um quilômetros quadrados, a Ilha limita-se ao norte com o Oceano Atlântico; ao sul, com o Estreito dos Mosquitos; a oeste, com a Baía de São Marcos; a leste, com a Baía de São José de Ribamar, e, acima, com o mais vasto, belo e resplandecente céu de azul anil que há neste hemisfério.

Da capital do Brasil para a capital do Maranhão, temos exatos dois mil cento e cinqüenta e sete quilômetros – distância assaz respeitável, ainda que hoje em dia a velocidade do avião tenha tornado relativo o conceito de perto e longe. De toda sorte, não é de Brasília, Salvador ou qualquer outra localidade brasileira que São Luís está mais próxima na alma: é de Lisboa, embora se encontrem dolorosamente separadas pela vastidão oceânica do Atlântico.

Sempre foi assim.

A alma de São Luís, embora francesa de origem, é portuguesa na essência. Uma alma imensa, grandiosa e bela, que ostenta com galhardia cinco mil seiscentos e sete imóveis dos séculos XVIII e XIX, mas cujo corpo se espraia por altitudes modestas: o ponto mais alto da Ilha Grande fica a módicos vinte e quatro ponto quatro metros acima da linha do mar, o que não impede, porém, que o Centro Histórico possua uma vasta coleção de ladeiras íngremes - e haja fôlego para percorrê-las a pé, sobretudo porque o clima é tropical, com temperatura média anual de vinte e sete ponto quatro graus centígrados e umidade do ar bastante elevada.

Tão bela quanto aprazível, não surpreende muito que a cidade tenha ultrapassado, para o bem e para o mal, a marca do primeiro milhão de habitantes - sua população, segundo o último censo realizado pelo IBGE, alcançou o contingente de hum milhão onze mil novecentas e quarenta e três almas.

Para empregar tanta gente, a economia do município firma-se, sobretudo, na indústria de transformação de minério e no comércio. São dezessete mil setecentos e quarenta e quatro empresas registradas, setenta e duas agências bancárias e um porto fantástico, com o maior calado do Brasil – e, por falar nisso, um dos mais profundos do mundo.
Existem na Ilha lavouras permanentes de banana, coco da bahia, limão, mamão, manga e maracujá. Já o arroz, a cana-de-açúcar, o feijão, a mandioca, o milho, o tomate, o abacaxi e a melancia são sazonais. Embora em menor escala, faz-se a extração vegetal de juçara, carvão vegetal e madeiras.

Em resumo, a terra é fértil – tanto que é fato tido e havido como infalível: quem dorme sob uma palmeira, acorda poeta.

 

 


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