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ATHÍNA | Primeiras Notícias das Riquezas do Maranhão

O texto a seguir, de autoria do capitão Simão Estácio da Silveira, integra sua Relação sumária das cousas do Maranhão e foi lançado em Lisboa no ano de 1624.


PRIMEIRAS NOTÍCIAS DAS RIQUEZAS DO MARANHÃO

Esta província sempre foi muito requestada e desejada, e já em tempo dos Sereníssimos Reis de Portugal, el-rei d. Manuel e el-rei D. João III, se havia metido muito cabedal neste Reino por descobrir e povoar o Maranhão, e não sem grandes motivos. Porque num tratado que Pero de Magalhães escreveu das cousas do Brasil, no ano de 1575, refere que indo certa nação deste gentio buscando novas terras em que habitar (que de seu natural são como ciganos amigos de andar pelo mundo) atravessaram algumas jornadas para o poente, onde encontrando com outra nação sua contrária, que lhes saiu pelas espaldas, e sendo mais poderosos, os obrigaram a meter-se muito pelo sertão, e dos trabalhos do caminho e dos conflitos da guerra morreram muitos, e os que escaparam foram ter a uma terra, onde havia povoações mui grandes e de muitos vizinhos, entre os quais eram tantas as riquezas, que havia ruas muito compridas de ourives que só se ocupavam em lavrar peças de ouro e pedrarias, com os quais se detiveram alguns tempos.

E vendo-lhes levar ferramentas, lhes perguntaram de quem ou por que meios as haviam; e eles os informaram como da parte do oriente ao longo do mar habitavam uns brancos que tinham barba, de que as alcançavam: então lhes deram os outros os mesmos sinais dos catelhanos do Peru, dizendo-lhes que também da outra parte do poente tinham notícias haver gente semelhante, e lhes deram a troco das ferramentas certas rodelas todas chapeadas de ouro e ornadas com esmeraldas, pedindo-lhes que as levassem para mostrar àquelas gentes que tinham as ferramentas, e que lhes dissessem que, se a troco daquelas peças e outras semelhantes, lhes quisessem levar ferramentas e ter comunicação com eles, que o fizessem, que estavam prestes para os receberem com muito boa vontade, e que partidos dali foram ter ao rio Amazonas, e navegando por ele acima dous anos, chegaram à Província de Quito (terra do Peru), onde logo foram conhecidos por gente do Brasil, e contaram sua jornada, e ofereceram as rodelas, que foram vendidas por grande preço.

E conforme ao que este autor discorre desta jornada (que ele testifica como cousa muito certa), estas gentes ricas devem ser os habitantes do Lago Dourado, em cujo descobrimento se hão consumido infinitas gentes e capitães castelhanos, e vêm a cair no sertão do nosso Maranhão, a que os do Peru chamam Paititi e Dourado.




















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