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ATHÍNA | Sobre Frei Ignácio dos Reys

Enviada de São Luís em 20 de abril de 1771, a carta abaixo reflete o tenso clima de enfrentamento que existia entre as autoridades seculares, compostas pelos oficiais e funcionários da coroa portuguesa, e os clérigos regulares e seculares das diversas ordens religiosas que atuavam no Maranhão.

Embora seja verdade que os conflitos entre a população local e os padres fossem bastante comuns desde os primeiros anos da colônia, a tônica dos mesmos era outra: envolviam embates ferozes, de parte a parte, sobre o duro processo de exploração da mão-de-obra indígena imposto pelos colonos, e questões relativas à moral e os bons costumes. Com o aprofundamento das reformas comandadas pelo Marquês de Pombal (1699-1782), o eixo desse conflito, no entanto, mudou: a crescente afirmação do poder secular, representado pelo Rei, tendia a envolver-se cada vez mais em todos os aspectos da vida quotidiana e, sobretudo, nas questões eclesiásticas - tanto naquelas que diziam respeito ao clero propriamente dito como nas relações da Igreja com o povo em geral.

Sobrinho de Pombal, Joaquim de Melo e Póvoas governava a colônia do Maranhão (1761-1775) seguindo fielmente os preceitos do tio – tinha uma mal disfarçada antipatia pelo clero e não hesitava em apontar aquilo que julgava serem desvios morais dos padres, sobretudo daqueles que ocupavam as mais altas posições na hierarquia da Igreja.

É o caso, por exemplo, do Frei Ignácio Aragão, cujo sumário das culpas foi solicitado ao Vigário Geral, João Covette - sendo asperamente observado por Melo e Póvoas que havia uma evidente má vontade deste em cumprir a ordem recebida. Sem meias palavras, Melo e Póvoas acusa também o Provincial dos carmelitas no Maranhão e no Pará, Frei José da Cunha, de dar abrigo, contra as ordens da Coroa, a Frei Aragão, de quem era parente – e não hesita em sugerir também que seria de bom alvitre El-Rei ordenar uma severa punição ao Provincial, para servir de exemplo aos outros.

Essa é atônica da carte enviada por Melo e Póvoas a Martinho de Melo e Castro (1716-1795) – que exercia à época as funções de Secretário de Estado da Marinha e do Ultramar, tendo sido responsável por empreender uma profunda reforma em todo o sistema colonial português, servindo sob os reinados de El-Rei Dom José I (1714-1777) e de Dona Maria I (1734-1816).


Conta a Sua Magestade pela Secretaria de Estado sobre o Vigario que foy do lugar S. Francisco Xavier Frei Ignacio dos Reiz Aragão.

Illmo. E Exmo. Sr. // Em carta de 24 de Dezembro próximo passado me diz V. Exa. que Sua Magestade hê servido Ordenar, que se o Viagario do lugar de S. Francisco Xavier do Turiassû Frei Ignacio dos Reys Aragão aparecer por esta capitania o mande logo prender, e o remeta prezo à essa Corte a Ordem de Sua Magestade, com o summario das suas culpas, e que para o Pará se mandão as ordens necessárias para se ter com ele o mesmo procedimento.

Logo que recebi a sobredita Ordem, faley ao Vigario Geral João Rodrigues Covette para que me desse o Sumario das culpas daquele Vigario como Sua Magestade ordenava: ele mandou logo formar, o que the então não tinha feito, e me deo copia, que será com esta na presença de V. Exa. e hê certo; que esse indigno Relligioso não apareceo mais nesta Capitania, e me consta estâ na do Pará no seu Convento, e sem castigo algum, recebido muito bem pelo seu Provincial Frei Joze Lopes da Cunha, de quem he parente, e na verdade, que se Sua Magestade castigasse aquelle Provincial, ficaria servindo de exemplo, para os outros, para não opoyarem [sic] similhantes desatinos.

Deos Guarde a V. Exa. muitos anos. Maranham a 20 de Abril de 1771 // Illmo. Sr. Martinho de Mello e Castro // Joaquim de Mello, e Povoas //



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