[Sobre Ecos do Passado]
[A Cidade]
[Acesso Rápido]
 
[Arquivo]
[Principal]

:: Flash 01
:: Flash 02
:: Flash 03
:: Flash 04
:: Flash 05
:: Flash 06
:: Flash 07
:: Flash 08








 
>Blog do Patrimônio
>Brindes
>Busca no Site
>Fale Conosco
>Projetos
>Trapiche
>Mapa do Site
A CIDADE    |    Ecos do Passado - Flash 04
 
Onde se fala de São Luís em 1620 e 1621

EM 1620
São Luís do Maranhão era uma das mais importantes e estratégicas praças de armas de Portugal - então sob domínio espanhol - na luta contra os estrangeiros que ameaçavam a todo momento invadir e ocupar a grande extensão de terras praticamente abandonadas do norte do Brasil. Por conta de sua privilegiada posição geográfica, a cidade ficava mais próxima da Metrópole que do resto do país, razão pela qual foi transformada, por determinação da Carta Régia de 04 de maio de 1617, na capital de um vasto Estado autônomo do resto das possessões portuguesas na América.

Na breve Relação Sumária das Cousas do Maranhão, livro editado em Lisboa no ano de 1624, Simão Estácio da Silveira, português que chegara a São Luís em 11 de abril de 1619 comandando a nau capitânia da expedição colonizadora de Jorge Lemos Bittencourt, informa que o clima do Estado é, no geral, bastante agradável - e o céu, azul profundo, havendo em suas terras uma natureza em tudo generosa ao homem.

Ele tinha razão.

O clima na Ilha Grande sempre foi ameno, embora alguns verões mais ásperos tenham sido ocasionalmente registrados. Nas primeiras duas décadas de 1600, São Luís estava ainda muito distante da cidade que mais tarde seria considerada Patrimônio da Humanidade - de fato, não passava de um amontoado de precárias habitações, em sua maioria feitas de pau a pique, cobertas de palha e com chão de terra batida. Suas ruas tinham um traçado duvidoso e eram no geral estreitas. Na época do estio, a poeira subia alto por causa dos ventos fortes e constantes. Já no inverno essa mesma poeira se transformava em uma lama espessa, traiçoeiramente escorregadia.

Como quase todas as cidades do mundo naqueles dias - fosse Lisboa, Londres ou Salvador -, São Luís tinha uma precária condição sanitária, sobretudo por conta das casas sem esgoto ou fossas, e dos dejetos que corriam a céu aberto, em valas pútridas ou pelo meio da rua, abrindo caminho de qualquer jeito até o mar ou então ficando empoçadas aqui e ali.

A falta de higiene talvez explique o porquê dos cronistas da época não se surpreenderem tanto assim com a proliferação dos porcos - cuja libido parecia ser potencializada pelo clima - nem tampouco com o grande número deles que vagavam, livres, pelos logradouros públicos. Na verdade, as varas de porcos que refocilavam nas ruas tinham uma função social importante: eram os verdadeiros garis de São Luís - limpando-a da sujeira mais pesada. Essa laboriosa atividade secundária, apesar de meritória, mas certamente nauseante de se assistir, não diminuiu em nada o entusiasmo da população pela carne suína, muito embora não faltassem opções mais saudáveis à disposição - tais como pescados variados, caças e frutos.
 
E EM 1621
Aconteceu a primeira grande epidemia na cidade.

Ao contrário do que seria lícito pensar, essa epidemia não teve qualquer relação direta ou indireta com o consumo de carne de porco, mas sim com a varíola.

Um navio de linha procedente de Pernambuco desembarcou no porto uma carga de mantimentos e dinheiro. Desembarcou também a peste, que não demorou muito a se espalhar por São Luís, causando grande morticínio entre os índios domesticados e cobrando alto preço da população branca - sobretudo nos duzentos casais de colonos açorianos que haviam chegado à cidade no ano anterior.

O capitão-mor da colônia naquele período, Diogo da Costa Machado (1619/1622), universalmente considerado um homem piedoso e bom, pouco pôde fazer para minimizar os efeitos da doença junto à população - por isso, como único recurso administrativo e sanitário que dispunha, apelou à misericórdia de Deus para que São Luís superasse tal momento de aflição.

E Deus atendeu-lhe o pedido na medida do possível.

Embora bastante castigada, a colônia não sucumbiu a essa terrível doença. Agradecido, Diogo da Costa ordenou a construção de uma nova igreja matriz, custeada do seu próprio bolso, e ainda ajudou nas obras do futuro Convento do Carmo - um local daí para frente indissociável da história de São Luís.


Matéria Relacionada

 [Sobre a varíola]



NOVIDADES DO SITE
 
Novo Blog

Foi lançado o novo blog do Patrimônio. Mais abrangente, com uma nova linha editorial e novo layout. Clique aqui.
 
Trapiche

A loja do site já está no ar - você já pode adqurir fotos e postais exclusivos
.
 
EM BREVE
 
Central de Notícias

Informação em tempo real numa parceria do Patrimônio com o G1, o maior portal de notícias da América Latina.
 
Site do Burunga

Cruel? Maldosa? E daí? A arte do riso é hilária.
 
Canal Curumim

Um canal com conteúdo todo direcionado para crianças - jogos, diversão, histórias, brindes, piadas e muito mais.
 
+ Projetos
Clique aqui

Principal   |   A Cidade   |   Athína   |   Cultura & Folclore   |   Matérias Especiais
Museu de Imagens   |   Sala de Imprensa   |   Agenda   |   Serviço   |   Novidades
Termos & Condições  |   Política de Privacidade  |  Sobre o Patrimônio |  Anuncie Conosco |  Créditos 
Copyright © Eduardo Abrahão - Todos os direitos reservados