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A CIDADE    |  As Ruas da Praia Grande


O conjunto da Praia Grande é formado por ruas, becos, travessas e escadarias que se constituíram por muitos anos no centro comercial de São Luís. Hoje, guarda a memória de um tempo de esplendor e opulência. É um patrimônio cultural único - orgulho, coração e alma da cidade.

O roteiro que segue é tão somente um breve referencial para o passeio imprescindível, esse sim capaz de verdadeiramente evocar a história urdida por tantas gerações.


RUA DO TRAPICHE

Começa na Praça Pinto Martins e termina na Rua da Estrela. Sua denominação original deve-se ao fato de abranger a antiga zona portuária do comércio da Praia Grande. Nela e nas ruas próximas concentravam-se as firmas tradicionais do Maranhão, nomes até hoje lembrados na cidade por sua importância: Francisco Aguiar & Cia.; Martins, Irmãos & Cia.; Cunha Santos & Cia. etc. Tinha tráfego intenso de transeuntes, escravos, caixeiros das casas de comércio, homens de negócios, carroças de todos os tamanhos e tipos carregando toda sorte de mercadorias. Por resolução da Câmara Municipal de 18 de março de 1906, passou a chamar-se Rua Portugal, em homenagem à visita da corveta "A Pátria" da Real Marinha Portuguesa.


BECO DA ALFÂNDEGA

Começa na Rua 28 de Julho e termina no cais da extinta Companhia Fluvial Maranhense, no Anel Viário. Foi denominado de Beco da Alfândega porque na esquina da Rua da Estrela ficavam os primitivos armazéns da Alfândega maranhense. Por Lei Municipal de 14 de maio de 1924, teve seu nome mudado para Travessa Marcelino de Almeida, em homenagem a esse próspero comerciante maranhense do início do século passado, um dos pioneiros na exportação do óleo de babaçu e dono da importante firma Marcelino Gomes & Cia. Este nome, contudo, não se fixou, e a população da cidade permanece fiel à denominação original.


TRAVESSA FLUVIAL

O nome primitivo, Travessa Fluvial, deveu-se à existência da Empresa de Navegação a Vapor dos Rios do Maranhão, conhecida como Fluvial, e cujos escritórios situavam-se no prédio que ficava nessa rua, esquina com a Rua da Estrela, onde começa. Essa travessa termina no Anel Viário, ao lado da atual Câmara de Vereadores de São Luís.


BECO DA PRENSA

Começa na Rua da Estrela e termina no Anel Viário. É um beco típico de São Luís: estreito e de forte declive. Deve seu nome ao fato de ali ter sido instalada a primeira prensa de algodão da cidade, de propriedade do comerciante Gualberto da Costa.


BECO CATARINA MINA

Inicia-se na Avenida Pedro II e termina no Beco da Alfândega. É fortemente aladeirado e estreito. Seu nome original, Beco Catarina Mina, foi dado em homenagem a Catarina Rosa Pereira de Jesus, uma negra escrava de grande beleza que, a custa de muito trabalho e, segundo consta, de alguns "favores" prestados aos portugueses endinheirados da Praia Grande da época, conseguiu reunir recursos suficientes para obter a compra de sua alforria. Depois de conseguir a liberdade, prosseguiu trabalhando arduamente, enriqueceu e tornou-se senhora de um grande número de escravos. Opulenta, saía às ruas da cidade acompanhada por um grande séqüito, sempre bem vestida e coberta de jóias. Em 1930, o Beco teve seu nome mudado para Rua Djalma Dutra, em homenagem a esse herói do Forte de Copacabana. O nome original, contudo, é o que permanece.


RUA DA ESTRELA

Tem início na Avenida Pedro II, de onde desce em acentuado declive até a Praça do Comércio. Dessa praça, começa novamente a subir até próximo à Rua Direita, a partir da qual mergulha acentuadamente até o fim, que fica na praça das Mercês. Antiga rua comercial de São Luís, nela se instalaram algumas das grandes firmas da cidade. Muitos dos mais belos sobrados azulejados da área da Praia Grande foram ali construídos, devendo se chamar a atenção para o de nº 81, onde consta que residiu o último capitão-mor da cidade, Rodrigo Luís Salgado de Sá Moscoso, e o de nº 472, onde foi assassinado, em 1933, John Harold Kennedy, presidente da Ullen Manegement Company e parente próximo de John F. Kennedy, presidente americano. A Rua da Estrela teve seu nome mudado para Cândido Mendes, homenagem feita pela Câmara Municipal da Cidade a Cândido Mendes de Almeida, eminente professor de história e geografia do Liceu Maranhense, deputado e senador. Permanece, contudo, sendo chamada por seu nome original.


PRAÇA DO COMÉRCIO

É o quadrilátero compreendido entre a rua do Trapiche, o Beco da Fluvial e a Feira da Praia Grande, tendo surgido a partir do aterramento do pântano outrora existente no local e onde foi erguida a Casa das Tulhas. Situa-se no centro nervoso da antiga área comercial da cidade. Em suas proximidades ocorreram as primeiras reuniões dos comerciantes que, mais tarde, constituíram a Associação Comercial do Maranhão, uma das mais antigas do Brasil. Em 28 de janeiro de 1953, teve seu nome mudado para Praça Fran Paxeco, em homenagem a esse funcionário do consulado português no Maranhão e um dos fundadores da Academia Maranhense de Letras. Descaracterizada ao longo dos anos, com a implantação do Projeto Reviver foi recuperada em seu traçado original, inclusive contando com arborização e bancos de pedras de cantaria. Permanece conhecida por seu nome original.


RUA DO GIZ

Começa na Rua de Nazaré sob a forma de uma escadaria e termina no Largo das Mercês. Segue dentro da área da Praia Grande por cerca de três quadras. Nesse trecho, possui um imponente sobrado, de nº 59, canto com a Travessa do Comércio, que trás
em seu cunhal a seguinte inscrição: "Fez edificar esta propriedade o capitaõ Antonio Joze de Souza no anno de 1800." Sua denominação original, Rua do Giz, deve-se ao fato de ter sido tomada de argila branca, escorregadia, uma verdadeira armadilha para os transeuntes.


RAMPA DO COMÉRCIO

Inicia-se no Beco Catarina Mina e termina no Anel Viário. Antigamente, por conta dos constantes problemas de assoreamento do porto de São Luís, as embarcações de grande porte tinham de permanecer na barra, enquanto suas mercadorias e passageiros eram transportados para terra firme em pequenos barcos denominados catraias. Justamente por essa via escoava o fluxo das mercadorias desembarcadas no cais privativo das firmas Lima, Faria & Cia e Moreira & Sobrinho, que ocupavam o espaço atualmente destinado ao Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Dali, as mercadorias eram encaminhadas aos comerciantes da área da Praia Grande nas costas dos tripulantes das catraias, motivo de sua outra denominação: Beco dos Catraieiros.


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