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MATÉRIAS ESPECIAIS | A Revolução de 1930


Até quase o final da década de vinte do século passado, e mesmo diante de todos os esforços desprendidos por sucessivos governos republicanos - esforços esses malogrados, em sua maioria -, o fato incontestável era que o Brasil não conseguira ainda reverter sua herança dos tempos do Império: permanecia um país eminentemente rural.

A economia do país, à época, voltava-se quase que exclusivamente para a exportação e tinha por base dois produtos principais: o açúcar, produzido num Nordeste cada vez mais pobre, e o café proveniente de São Paulo, que respondia pela maior parte da riqueza gerada com o comércio internacional.

Com o advento da crise da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, e todos os seus múltiplos e desastrosos reflexos na economia mundial, assistiu-se a uma espetacular queda nos preços do café, que chegou a valer apenas um quinto do seu valor. No Brasil, as conseqüências dessa queda foram terríveis, com multidões de desempregados nas cidades e no campo.

Foi a partir daí que a liderança política e econômica que o Estado de São Paulo exercia sobre o país - oriunda em grande parte, senão totalmente, das fortunas formadas pelos cafeicultores - passou a ser contestada com veemência, sobretudo diante da desconfiança dos outros Estados da federação de que o ônus da crise, ao contrário do que acontecera com a riqueza antes gerada pelo café, seria jogada nas costas de todos.

Nesse panorama conturbado, Getúlio Vargas lança-se como candidato à Presidência da República, tendo como vice-presidente de sua chapa o paraibano João Pessoa. Era, claramente, a aliança dos Estados considerados periféricos contra a hegemonia de São Paulo.

Realizado o pleito, e contra todos os prognósticos, é eleito o paulista Júlio Prestes. Pululam as denúncias de corrupção no processo eleitoral. O clima nas principais cidades do país fica pesado e há uma série de protestos e de ruidosas manifestações. Para precipitar de vez os acontecimentos, João Pessoa é assassinado no Recife, e embora esse crime fosse decorrente de uma querela pessoal, sua morte, no entanto, passou a ser atribuída a uma represália dos seguidores do então Presidente da República, francamente ligado às elites paulistas - o carioca Washington Luís.

A situação precipita-se. O Rio Grande do Sul ergue-se em armas e é apoiado por Minas Gerais, que se ressente de seu candidato, Antonio Carlos, ter sido preterido por São Paulo. Os rebeldes ganham adesões em diversas frentes. Embora um expressivo número de Estados da federação tenha se mantido neutro, Washington Luís fica progressivamente sem sustentação e, incapaz de reverter o quadro, renuncia. Getúlio Vargas assume então a Presidência da República, em caráter provisório.

A Revolução tinha sido, no final das contas, vitoriosa.

Iconografia



[Foto: Projeto Memória Viva]




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