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Artes & Literatura - Antonio Rayol

Antonio Carlos dos Reis Rayol nasceu em São Luís do Maranhão no dia 15 de agosto de 1855.

Talento precoce, ele iniciou sua carreira artística muito cedo e, na Pátria dos poetas e dos escritores, foi músico. Tinha uma voz privilegiada: tenor, aos seis anos já cantava nas igrejas da cidade e era assíduo integrante de um grupo de teatro.

Nascido numa família de músicos, não há dúvida que tivesse plena consciência de seu potencial. Assim, dedicava-se com afinco aos estudos e, dentro dos restritos limites proporcionados pela província, procurava aperfeiçoar-se como compositor. Sua vida era sóbria - apesar da alegre convivência com seus pares do teatro, evitava freqüentar as rodas boemias de São Luís, cônscio de que isso não se coadunaria com as responsabilidades de professor da Casa dos Educandos Artísticos e do prestigioso Liceu Maranhense, onde era encarregado da cadeira de instrumentos de cordas.

Embora já estivesse profissionalmente bem estabelecido em São Luís, Antonio Rayol não hesitou em largar tudo e transferir-se para o Rio de Janeiro em 1879, de forma a poder participar de um concurso que selecionaria um tenor. Foi bem sucedido: obteve o primeiro lugar, ganhou uma bolsa de estudos e viajou para a Itália. Durante dois anos, teve aulas de canto com Alberto Giannini (1842 a 1903), e de harmonia e composição com Vicenzo Ferroni (1858 a 1934). Além de ocupar-se dos estudos, começou também a compor intensamente e conseguiu editar várias obras. Desse período, data ainda uma ópera inédita que escreveu em homenagem a um membro da família real italiana.

Antes de deixar a Itália, Antonio Rayol participou de um concurso de canto que integrava as celebrações em torno do centenário de Gioacchino Rossini. Alcança um novo sucesso: competindo com alguns dos mais famosos e prestigiados cantores do mundo à época, ficou na quinta colocação.

Consagrado, retorna ao Brasil. No Rio de Janeiro, é feito professor e, mais tarde, vice-diretor da recém-criada Academia de Música. Criativo e original, Rayol segue compondo uma incrível variedade de sinfonias, marchas fúnebres, missas, valsas, hinos, ladainhas e canções populares, sobretudo carnavalescas. Em 1891, está de volta a São Luís, onde se apresenta numa série de recitais de canto que fazem história na cidade. Repete esse sucesso em Belém.

Em 1893, a Missa Solene apresentada em São Luís na Igreja da Imaculada Conceição é um verdadeiro show de virtuosismo: além de compositor e regente, Rayol é o cantor principal do espetáculo. O reconhecimento popular coroa sua performance, e no ano seguinte ele brinda a fiel platéia de admiradores com a Quarta Sinfonia Originale, para flauta, cordas e piano. Seguem-se a Preghiera - para violoncelo e piano - e a Grande Tarantela, para piano solo.

Ao longo de sua produtiva carreira artística, Antonio Rayol compôs cinqüenta e sete obras, entre sacras e profanas - são de sua autoria o hino do Maranhão e o hino abolicionista em memória de Manuel Beckman. Musicou também a Canção do Exílio, obra-prima de Gonçalves Dias - o magnífico encontro de dois mestres consumados em suas respectivas artes.

Convidado para lecionar violino e canto em Recife, Rayol parte para aquela cidade em 1894. Dá aulas também em Salvador, no Conservatório de Música da Bahia, mas logo está de volta a São Luís. Artista atuante e engajado, ele concebeu e pôs em prática a iniciativa de organizar uma entidade empresarial e artística dos cantores desempregados, os Pastores Líricos, e em 1901 criou a Escola de Música do Maranhão, da qual foi professor de canto e primeiro diretor. A influência exercida por sua obra na cultura maranhense é imensa, e reflete-se não apenas na música erudita, mas também nas cantatas feitas pelas rezadeiras nas festas de São Benedito e nas músicas da morte do bumba-meu-boi, entre outras.

Antonio Rayol faleceu em 1905 na cidade do Rio de Janeiro, para onde se transferira a fim de ensinar canto no Instituto Nacional de Música, mas sua memória está eternizada em São Luís, onde é homenageado, no Centro, com um rua em seu nome.


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